Manchas e Melasmas

Manchas e Melasmas

Sardas e melanoses
O caso mais simples são as efélides, nome formal das pintinhas no rosto, porque respondem à Luz Intensa Pulsada sem riscos de piorar, já que estão na parte mais superficial da pele. Mas é natural que elas escureçam durante o verão e tornem-se mais claras no inverno. “Outro método que pode ajudar é o microagulhamento, também recomendado para suavizar rugas e marcas de expressão, combater a flacidez facial e melhorar a textura da pele”, conta Luceli Brito, Fisioterapeuta Dermatofuncional. Nesta técnica, são feitos minúsculos furos para estimular as células responsáveis pela produção de colágeno e, consequentemente, renovar a região danificada. Agentes despigmentantes e protetor solar também devem ser associados.

As melanoses, conhecidas popularmente por “manchas senis” por serem frequentes em pessoas mais velhas, também podem ser resolvidas por meio da Luz Intensa Pulsada. As pigmentações, que surgem no rosto, no colo, nos ombros e no dorso das mãos e dos braços ao longo da vida, têm rápida melhora com lasers e peeling químico.

Fitofotodermatose
Ao fazer caipirinhas em festas na piscina, espremer limão sobre a isca de peixe na praia ou tomar aquele mate geladinho, é importante tomar cuidado e lavar bastante as mãos e áreas eventualmente atingidas. As frutas cítricas e ácidas, como limão, figo, lima ou abacaxi, podem causar manchas escura, bolhas de queimadura ou vermelhidão nas mãos, nas pernas, no rosto ou no buço. As fitofotodermatoses, manifestadas após o contato de substâncias químicas eliminadas por plantas, podem demorar um pouco para desaparecer, mas são simples de serem evitadas.

Melasmas
O melasma pode ser provocado pelo sol, sim. Mas existem outros vários fatores: uso de anticoncepcional, reposição de hormônio e gestação. Morenas, orientais e negras têm maior predisposição a esta mancha – não que pessoas branquinhas não possam desenvolvê-las, mas é raro. “A primeira coisa que a pessoa precisa colocar na cabeça é que o melasma não tem cura, tem controle. É como se o rosto, a região mais atingida, se programasse geneticamente para se bronzear mais do que as outras partes do corpo, produzindo mais melanina”, explica Luceli Brito

Tipos

  • Melasma epidérmico: Quando há depósito aumentado de pigmento através da epiderme (camada mais superficial da pele).
  • Melasma dérmico: Caracterizado pelo depósito de melanina ao redor dos vasos superficiais e profundos.
  • Misto: Quando se tem excesso de pigmento na epiderme em certas áreas e na derme em outras regiões.

Ainda há três tipos comuns de padrão facial de melasma, o malar (maçãs do rosto), centrofacial (testa, bochechas, acima do lábio, nariz e queixo) e mandibular, conforme a região em que aparece.

Antes de começar qualquer procedimento clínico, a fotoproteção adequada é fundamental: bloqueador fator 50 ou além. “Use filtro com cor para proteger contra a luz visível – a iluminação que atravessa as janelas de sua casa ou do escritório –, que não leva ao câncer de pele, mas estimula a pigmentação, formando manchas”, afirma Luceli Brito.

Alguns tratamentos estéticos podem dar certo, outros não. O que comanda neste caso é o organismo de cada um; no entanto, quanto mais métodos associados, melhor. “Por via oral, recomendamos um nutricosmético chamado Oli Ola que auxilia na diminuição da pigmentação; posso dizer que tenho visto resultados”, diz Luceli Brito.

Laser costuma ser muito agressivo para o problema, o único indicado é o Spectra, que reduz o tamanho da célula que produz a melanina. Geralmente, são feitas 15 sessões semanais, mas é preciso prestar atenção aos resultados: algumas pessoas apresentam o efeito rebote, por isso o acompanhamento médico é tão importante para que outros meios sejam testados. “E não adianta optar pelo laser e ficar 15 minutos exposto ao sol sem proteção, porque o melasma pode escurecer”, reforça Luceli Brito.

Os despigmentantes diurnos são produzidos a partir de ácido kójico e mandélico, por exemplo, enquanto o retinoico deve ser aplicado à noite para evitar irritação. Permitida nos dois períodos, a vitamina C é um grande clareador cutâneo, além de ter ação regeneradora. Um aparelho americano chamado Visia Black, presente em alguns consultórios médicos, consegue identificar o grau de profundidade do melasma para que o profissional consiga dar uma orientação melhor para o caso. Luceli também recomenda o fotoprotetor oral. “Comprimidos compostos de licopeno, betacaroteno, Polypodium leucotomos ou Pinus pinaster ajudam a proteger o DNA contra a radiação dos raios ultravioletas”, conclui.

O que é o jato de plasma e para que serve?

O jato de plasma é um tratamento estético que pode ser usado contra rugas, linhas de expressão, manchas escuras na pele, cicatrizes e estrias. Esse tratamento aumenta a produção de colágeno e fibras elásticas, reduz o queloide e ainda facilita a entrada de ativos na pele.

O tratamento com jato de plasma pode ser feito a cada 15-30 dias após a pele se recuperar da agressão. Cada sessão dura cerca de 20 minutos e os resultados podem ser vistos logo na primeira sessão de tratamento.  Os locais onde pode ser aplicado são:

  • Rosto, em rugas e linhas de expressão;
  • Rosto e corpo em manchas de sol;
  • Em verrugas, à exceção de verrugas genitais e plantares;
  • Partes do corpo com dermatose em geral;
  • Pálpebras dos olhos;
  • Olheiras;
  • Manchas brancas na pele;
  • Tatuagens pequenas para clareamento;
  • Em todo rosto, com o objetivo de obter um efeito lifting;
  • Colo e pescoço, para rejuvenescer a pele;
  • Estrias brancas ou vermelhas;
  • Marcas de expressão;
  • Flacidez;
  • Cicatrizes.

Cerca de 24 horas após as sessões deve-se usar protetor solar com no mínimo FPS 30 ou superior para proteger a pele dos efeitos nocivos do sol. Além disso, pode ser necessário usar um creme ou pomada específica para auxiliar a cicatrização, que será recomendado pelo profissional que executar a técnica.

O que é o jato de plasma e para que serve

Como funciona

O plasma é considerado o quarto estado da matéria, em que os elétrons se separam dos átomos, produzindo um gás ionizado. Ele apresenta-se em forma de radiação luminosa e é formado através de uma corrente de alta tensão, que em contacto com o ar atmosférico, faz com que esses eléctrons se desprendam do átomo. Esta descarga faz com que a pele seja reduzida e com que seja ativado um processo de regeneração, cicatrização, estímulo do sistema imunológico, proliferação e remodelação de colágeno, obtendo assim o resultado dérmico desejado.

Além disso, as membranas celulares da pele contêm canais que servem para transportar água, elementos nutricionais e íons positivos e negativos, e o envelhecimento aumenta a dificuldade de transporte de íons de sódio e potássio. A descarga de plasma é usada para abrir esses canais, permitindo que as células sejam novamente hidratadas e a pele fique mais firme.

O tratamento com jato de plasma causa alguma dor e desconforto e por isso pode-se usar um gel anestésico antes do procedimento.

Cuidados a ter

No dia do tratamento, recomenda-se não aplicar maquiagem na região que se pretende tratar.

Após o tratamento, a pessoa pode sentir uma sensação de queimação, que deve durar algumas horas. O profissional pode aplicar um produto que acalme e ajude a regenerar a área tratada e recomendar o uso por mais dias, além do uso de protetor solar.

Se o tratamento for realizado com o objetivo de rejuvenescimento, a pessoa deve usar um creme específico para o tratamento em casa.

Contraindicações

O tratamento de jato de plasma não deve ser realizado em pessoas que usam marcapasso cardíaco, que sofrem de epilepsia, durante a gravidez, em caso de câncer ou que tenham implantes metálicos no corpo, toma de remédios fotossensibilizantes, como é o caso da isotretinoína, por exemplo.

Fios de PDO.

O QUE É?

É um procedimento que reposiciona as gorduras profundas e recondiciona os pontos musculares estratégicos da face, produzindo um efeito de elevação da a pele e das estruturas do rosto.

Com efeito de lifting imediato e ação rejuvenescedora contínua, a tecnologia tem importantes diferenciais: é prática e o material é absorvido pelo corpo em até dois anos!

COMO O PROCEDIMENTO É FEITO?

O método consiste na introdução de pequenas agulhas que servem para posicionar o fio debaixo da pele.

Para o uso de suspensão, a retirada da agulha é acompanhada da tração do tecido que se ergue imediatamente!

COMO FUNCIONA?

Para estimular o colágeno em busca de uma pele mais firme, os fios são introduzidos em diversas direções, construindo uma rede, que será substituída por colágeno através da absorção dos fios.

PARA QUEM É INDICADO?

-Ptose (queda) da pele do terço médio da face;
-Ptose da linha mandibular (buldogue);
-Ptose do supercílio;
-Flacidez da pele do pescoço;
-Perda do volume na maçã do rosto.

Além disso, para pessoas mais jovens que queiram prevenir ou tratar rugas e flacidez na pele do rosto e do pescoço.

QUANTO TEMPO DURA?

Qual a duração dos efeitos da aplicação dos fios sempre foi uma questão pertinente de meus pacientes, tudo depende do seu organismo e cuidados.

Se você não está satisfeito com a sua aparência e já tem certeza de que quer mudar, então é hora de dar o primeiro passo!

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FLACIDEZ TISSULAR

Flacidez Tissular

 

O QUE É?

A Flacidez Tissular ou Hipotonia Tissular (flacidez de pele) é uma das disfunções estéticas mais complicadas de se tratar e uma das mais comuns. É o resultado de causas intrínsecas, como o envelhecimento e extrínsecas, como um processo excessivo de emagrecimento (“efeito sanfona”), gestações, sol, má alimentação e até tabagismo. Mais conhecida como flacidez, é caracterizada pela falta de fibras de sustentação da pele, o colágeno e elastina. A palavra hipotonia se refere a baixo (hipo) tônus (tonia).

A flacidez tissular é um termo que se refere à qualidade ou estado flácido tecidual, isto é, tecido mole, frouxo e que pode estar ou não associada a uma flacidez muscular. Na flacidez tissular, a pele perde a sua elasticidade, seu tônus e com isso, o aspecto inestético é inevitável. Aparece geralmente a partir da terceira década da mulher e em partes bem visíveis do corpo: como abdômen, coxas, glúteos, rosto e braços. Sabe aquela sobra de pele na parte posterior do braço, no tríceps, que balança quando damos “tchauzinho”? Ou aquele dobra estranha da pele no abdômen? Ou ainda aquele aspecto de “bumbum caído”? São consequências de uma pele flácida.

POR QUE ACONTECE?

Na prática, a flacidez ocorre quando o colágeno se torna gradualmente mais rígido e ao mesmo tempo, a elastina, vai perdendo sua característica principal. (CARPANEZ; 2013). A flacidez cutânea está diretamente relacionada à atividade do tecido conjuntivo de sustentação. O tecido conjuntivo é formado por diversos tipos de células e, dentre elas, encontramos os fibroblastos, células responsáveis pela formação de fibras e do material intercelular amorfo, ou seja, que sintetizam colágeno, mucopolissacarídeos e também fibras elásticas (GUIRRO;GUIRRO, 2004). A diminuição da atividade e do número de fibroblastos ocasionam uma menor produção de colágeno e desorganização dos já existentes.

ENVELHECIMENTO CAUSA FLACIDEZ?

A diminuição da atividade fibroblástica acontece com o envelhecimento fisiológico, a partir dos 30 anos – ou por um emagrecimento excessivo. A manifestação metabólica mais visível do envelhecimento parece ser, no entanto, o atraso da síntese proteíca, em razão do qual se estabelece um desequilíbrio entre a formação e a degradação. A pele, com todo esse processo biológico, predispõe a se tornar delgada em alguns pontos, seca, enrugada e às vezes, escamosa. As fibras colágenas da derme ficam mais espessas, as fibras elásticas perdem parte de sua propriedade elástica e há uma diminuição gradativa da gordura armazenada, no tecido subcutâneo. Todas essas transformações favorecem o surgimento da flacidez, de pele e a hipotonia muscular (GUIRRO;GUIRRO, 2004).
A pele, como nós sabemos, é constituída de duas camadas: epiderme e derme. A derme é a camada viva de tecido conjuntivo abaixo da epiderme. É quase 25 vezes mais grossa do que a epiderme. A derme é constituída dos tecidos conjuntivos compostos por proteínas de colágeno e fibras de elastina e tem duas camadas: papilar e reticular.

A camada papilar é a que conecta a derme à epiderme. Os receptores do toque, vasos sanguíneos e capilares estão nesta camada. A camada reticular é a mais profunda e é constituída da base de folículos pilosos, glândulas, vasos sanguíneos e linfáticos, terminações nervosas, colágeno e elastina. Ela fornece oxigênio e nutrientes para pele. O colágeno é uma substância proteíca que dá força à pele – é produzido pelos fibroblastos e constitui 70% da derme. Os fibroblastos ajudam na produção de colágeno e elastina. A elastina é a proteína fibrosa que forma o tecido elástico e fornece elasticidade à pele. O dano a essas fibras é a principal causa de flacidez, rugas e perda de elasticidade da pele causada pelo envelhecimento. (GERSON et al., 2011)

Segundo Shirlei Borelli (2003), há também o fator hormonal que leva caso de flacidez, principalmente devido a idade que diminui a produção de estrogênio o que deixa a pele mais fina e menos elástica. Isso acontece porque os níveis baixos de estrogênio diminuem a produção de colágeno e elastina, as proteínas responsáveis pela sustentação e elasticidade da pele. Por isso a reposição hormonal adia e atenua esse processo, ajudando a manter os níveis adequados de produção dessas proteínas. A própria parte hormonal feminina faz com que as mulheres acumulem mais gordura no corpo. Por razão da variação hormonal, há uma diminuição do colágeno e da elastina, fibras que dão sustentação à pele. Além de uma diminuição nos líquidos da pele. (LOPES, 2004 apoud ROCHA, 2004.)

A pele é um marcador real da idade cronológica e de suma importância no psiquismo do indivíduos, pois com envelhecimento nossa pele é a primeira a ser desfavorecida, sofrendo com alterações cutâneas provocadas pelo tempo, abrangendo mais do que a simples coloração, textura e elasticidade (CARVALHO et al., 2011).

As principais mudanças que ocorrem com o passar dos anos são na derme. Os fibroblastos que produzem fibras de colágeno e elastina têm seu número diminuído, as fibras de colágeno vão ficando mais duras, se rompem, como consequência, transformam-se em um emaranhado de as fibras elásticas vão perdendo a sua propriedade, se agrupam e enfraquecem, apresentando na pele marcas de expressão (LIMA;PRESSI, 2005)

O QUE O ENVELHECIMENTO FISIOLÓGICO CAUSA

– Diminuição da hidratação cutânea
– Diminuição da síntese e função do colágeno, elastina e reticulina.
– Diminuição dos telômeros
– Adelgaçamento da pele
– Diminuição da vascularização
– Diminuição da excreção sebácea e sudorípara

E todos estes fatores levam a flacidez cutânea.

COMO AVALIAR?

A avaliação é feita pela inspeção visual, pois o tecido apresenta dobras e vincos. É por meio de pinçamento que se pode perceber a diminuição da tensão e consistência do tecido dérmico (GARDIN e CIECKOVICZ, 2011).

É preciso fazer o “teste de prega”, uma manobra que consiste em fazer uma prega com os 3 primeiros dedos da mão, abrangendo uma boa quantidade de tecido. Segure a prega por uns 3 segundos e solte, observando o tempo para retorno à configuração de repouso. Se demorar muito para voltar a normalidade, há flacidez.

FASES

A hipotonia cutânea apresenta fases. Segundo Guirro e Guirro (2004), a flacidez pode ser classificadas em:

Fase Elástica: Lei de Hooke, ou seja, a tensão é diretamente proporcional a habilidade do tecido em resistir à carga. Nesta fase, quando o tecido for submetido á uma tensão, apresentará resistência. Voltará ao normal quando a carga for retirada.

Fase de Flutuação: Com a carga mantida, o estiramento continua e tende a um limite ou valor de equilíbrio. Nesta fase ocorrem alterações nas cadeias de carbono, portanto se a carga a que o tecido foi submetido for retirada, não voltará à configuração inicial.

Fase Plástica: Nesta fase ocorre uma deformação permanente no tecido, ou seja, se o tecido passar do seu limite de elasticidade, esta deformação torna-se permanente. O tecido já apresenta queda.

Ponto de Ruptura: Depois de um estiramento total, o organismo tentou reverter e não conseguiu. Neste caso, já há instalação de estrias, outro problema estético. É como se um pano fosse esticado até o máximo e não aguentasse a força – e como consequência haveriam “rasgos”.

Mesmo assim, a flacidez não pode ser considerada uma patologia, e sim, o resultado de vários fatores internos e externos. Para Kede (2009), a pele torna-se delgada e menos elástica, o tecido subcutâneo, muscular e osteocartilagenoso também sofrem alterações do tipo atrófica. A pele distrófica é inelástica, por sua vez, não consegue acompanhar a redução do conteúdo, resultando em envoltório excessivo e consequentemente flacidez. Segundo Guirro e Guirro (2004) “pode-se classificar a flacidez estética não como uma patologia distinta, mas sim como uma “sequela” de vários episódios ocorridos como, por exemplo: inatividade física, emagrecimento demasiado etc”.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO

– promover a revitalização tecidual
– ativar o metabolismo e ATP
– restabelecer equilíbrio biológico celular
– estimular a perfusão tissular do oxigênio e do fibroblasto
– aumentar a produção de colágeno.

A flacidez pode ser tratada com vários aparelhos, como a radiofrequência, carboxiterapia, argiloterapia – além de massagens e cremes com ativos firmantes. Ideal montar um protocolo de acordo com a queixa principal da cliente.

INDICAÇÃO HOME CARE

Recomenda-se a utilização de cremes com ativos firmadores como Dmae, ácido hialurônico, Regestril, Reafermmine, Biopeptide para os resultados serem ainda melhores.

 

 

 

 

Rejuvenescimento Facial

 

Envelhecimento cutâneo

O envelhecimento da pele tem basicamente duas causas: passagem natural do tempo (envelhecimento intrínseco, ou envelhecimento cronológico) e fatores ambientais que interagem com a pele (envelhecimento extrínseco). Também conhecido como fotoenvelhecimento, o envelhecimento extrínseco é provocado principalmente pela exposição ao Sol, que tem efeito cumulativo e potencializa o surgimento de rugas e manchas.

O envelhecimento cronológico acompanha o processo ocorrido também com outros órgãos diante da degeneração natural do corpo e não tem relação com fatores ambientais. Com o passar dos anos, as células diminuem sua capacidade de renovação, e  cai drasticamente a produção das fibras de colágeno e elastina,  que conferem firmeza  e tonicidade. Assim, a pele perde elasticidade e se torna mais fina e flácida, passa a apresentar rugas finas  na superfície, e é acometida também pela atrofia.

A menor atividade das glândulas sudoríparas torna a pele mais seca, e a diminuição da microcirculação sanguínea reduz sua vitalidade e luminosidade. Além disso, efetuamos todos os dias mais de 1.500 contrações faciais, que marcam a epiderme na forma de linhas finas e rugas de expressão. O processo de envelhecimento cronológico acentua as rugas de expressão, que tendem a ficar mais profundas e marcadas.

Outros fatores como as cicatrizes de acne que formam ondulações e “buracos” na pele também afetam a jovialidade da pele

 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO

Medidas preventivas

Fotoproteção:
Tendo conhecimento de que a radiação ultravioleta é o principal fator agravante do envelhecimento cutâneo, algumas medidas fotoprotetoras devem ser adotadas desde a infância, sobretudo nos indivíduos de fotótipos mais claros. Além de possuir o hábito de evitar a exposição solar direta sem necessidade, evitando, por conseguinte, o desejo de se “bronzear”, o uso de vestuário apropriado e protetores solares devem ser incentivados.

Vestuário:
O uso de chapéus, óculos escuros e camisetas deve ser encorajado; em particular, peças de roupas que possuam UPF ( fator  de proteção UV) são indicadas para a exposição solar. Esse fator é obtido mediante um estudo realizado no tecido, o que permite avaliar a quantidade de radiação que passa por ele (transmitância). Um traje de UPF 50, por exemplo, permite uma passagem de cerca de 2,6% de radiação UV.

Protetores solares:
Estudos clínicos já demonstraram a importância do uso regular de protetores solares, pois eles são capazes de prevenir as lesões típicas do fotoenvelhecimento, como rugas e melanoses solares e o carcinoma espinocelular. Há inclusive, algumas evidências de que o uso isoladamente já contribui para a melhora de sinais do fotoenvelhecimento.

Os filtros solares podem ser classificados como orgânicos (moléculas capazes de absorver a radiação na faixa ultravioleta) ou inorgânicos (capazes de refletir essa mesma faixa). Esses ingredientes são, normalmente, associados para proporcionar uma proteção em todo espectro ultravioleta, tanto na faixa UVB como UVA.

A proteção contra a radiação UVB, medida pelo fator de proteção solar, não confere a proteção necessária contra o fotoenvelhecimento; a radiação ultravioleta A desempenha um papel mais importante nesse processo, devido à sua capacidade oxidativa e a maior penetração na pele; logo, atingindo a derme.

Por esse motivo, o protetor solar ideal para a prevenção do envelhecimento será aquele que também protege na faixa de radiação ultravioleta A. Entretanto, deve-se ressaltar que ainda não há consenso sobre a metodologia ideal para a determinação da proteção UVA, embora a mais utilizada seja o PPD (persistent Pigment Darkening).

Assim, um protetor solar de FPS alto não significa, necessariamente, proteção contra todo o espectro solar, é importante também, conhecer a capacidade fotoprotetora contra UVA.

O protetor solar utilizado para a prevenção e os cuidados com o envelhecimento cutâneo deverá ter o uso continuado e, por isso, seu perfil de tolerância deve ser o melhor possível. Essa tolerância não diz respeito apenas ao menor potencial de reações de sensibilização ou comedogenicidade, mas também com relação ao conforto de uso, conferindo uma maior adesão por parte do paciente.

Medidas de tratamento

Uso tópico
Os produtos de uso tópico, normalmente devem ser vinculados em emulsões cremosas ou em cremes, pois a pele envelhecida apresenta um limiar de irritação menor, além de ser mais seca na maioria dos casos.

Antioxidantes:
Embora os antioxidantes possam ser considerados preventivos contra o processo do envelhecimento, muitas moléculas também podem reverter os danos moleculares por oxidação, antes de se manifestarem os sinais clínicos, ou quando uma vez instalados, reduzir esses sinais.

Apesar de a pele possuir seus próprios sistemas antioxidantes, a radiação solar é capaz de depletar esses sistemas. O uso tópico de antioxidantes permite um aporte direto em concentrações maiores, com um aproveitamento maior e mais rápido do que o uso.
Vitamina C: seu uso tópico pode prevenir o eritema UV induzido, assim com a formação de sunburn cells na epiderme.
Vitamina E: seu uso tópico como antioxidante já ETA bem estabelecido; há evidências em modelo animal e ensaios clínicos do efeito antioxidante em pele exposta ao UV, em particular ao UVA.
Ácido lipoico: além da ação antioxidante, esse componente exibe uma atividade anti-inflamatória in vitro, inibindo a expressão de citocinas inflamatórias induzidas pela exposição UV.
Outros antioxidantes de uso tópico, com atividade significativa, são objeto de algumas publicações na literatura, como a coenzima Q10, a genisteína e dadzeina (da soja), o chá verde, o extrato de Feverfew, a carnosina, também associada à inibição da glicação, e a ectoina.

Retinoides
São retinoides de uso cosmético o retinol, o retinaldeído e os ésteres de retinyl. A conservação do retinol na forma ácida se dá intracelularmente, por reação de oxidação. A tretinoína é sem dúvida, o retinoide mais potente e de maior nível de evidência no tratamento dos sinais do envelhecimento, atuando na epiderme, como antiqueratinizante e, na derme, como indutor da colagenase. Apresenta um potencial irritante e teratogênico que pode eliminar o uso. Tanto o adapaleno como o tazaroteno, foram a princípio desenvolvidos para tratar acne e psoríase, respectivamente, mas alguns estudos já evidenciam o papel desses retinoides na melhora de discromias e linhas finas típicas do fotoenvelhecimento.

Estrógenos tópicos
Há evidências de um possível efeito colagênico. Seu uso tópico parece estar relacionado com a melhora de linhas finas e o ressecamento e/ou atrofia cutânea, que é mais pronunciada após a menopausa.

Alfa-hidroxiácidos (AHA)
O acido glicólico é o AHA mais estudado por apresentar uma permeação maior. Os efeitos são predominantemente epidérmicos, proporcionando uma estimulação da maturação do queratinócito, além da ação queratolítica propriamente dita; há também alguns estudos sugerindo um efeito dérmico pelo aumento da expressão do mRNA do colágeno tipo 1.

Beta-hidroxiácidos
Promovem um aumento do turnover dos queratinóicos, sendo o ácido salicílico o ativo mais estudado.

Ativos de uso cosmético
Embora haja poucos estudos clínicos, alguns ativos cosméticos estão sendo estudados com maior atenção, como os fatores de crescimento, ácido hiaurônico, glucosamina, etc.
Tratamentos sistêmicos

Produto de uso oral
A exposição crônica à radiação ultravioleta desencadeia inflamação, estresse oxidativo e dano ao DNA. Nesse sentido, muitos antioxidantes têm sido estudados como agentes de fotoproteção sistêmica, pois agem inibindo, revertendo ou retardando tais efeitos deletérios. A seguir, são descritas as principais substâncias utilizadas na atualidade para uso sistêmico:

Polypodium leucotomos
É o extrato de uma planta da família das samambaias com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e fotoprotetoras, assim, inibindo a formação de eritema UV induzido. É usado na dose de 240 mg/dia.

Endonuclease T4N5
São enzimas de origem bacteriana, capazes de reparar danos ao DNA UV, induzidas pelos dímeros de ciclobutano pirimidina, reduzindo a ocorrência de queratoses actínicas e carcinomas basocelulares.

Anti-inflamatórios não hormonais (AINES)
São considerados anticarcinogênicos por inibirem a síntese de prostaglandinas a partir do ácido araquidônico. A indometacina e o celecoxibe estão sendo estudados.

Vitaminas C e E
Ambas são antioxidantes. Estudos pré-clínicos sugerem que possuem propriedades fotoprotetoras. O uso tópico de vitamina E (a-tocoferol) mostra-se eficaz no retardamento da produção de dímeros de ciclobutano primidina e da formação de tumores cutâneos. A vitamina C tem revelado em estudos in vitro inibição dos efeitos da radiação ultravioleta nos sinais celulares de transdução. O uso concomitante de ambas parece conferir um sinergismo no efeito antioxidante. Mais estudos são necessários para sustentar o uso desses componentes como agentes tópicos de fotoproteção.

Polifenois
Possuem propriedades anti-inflamatórias, imunomodulatórias e antioxidantes. A maioria dos polifenois naturais é um pigmento, tipicamente amarelo, vermelho e roxo, que pode absorver a luz ultravioleta. Alguns alimentos são importantes fontes de polifenois, tais como: cebola, cacau, chá, soja, vinho tinto, etc.

Ácido hidroxicinâmico: p-cumárico, ácido cafeico e ácido ferúlico
O café é rico em ácidos fenólicos (ácido cafeico, ácido ferúlico e ácido cumárico).
Também são estudados como antioxidantes os flavonóides, antocianidinas (uva), Catequinas (chá), flavonas (camomila), flavonóis (cebola, vinho tinto, brócolis e Ginkgo biloba), isoflavonas (genesteina e dadzeina), lignanos (amêndoas e cereais) e proantocianidinas (uva, pera) das quais a principal estudada é o picnogenol, estilbenos, resveratrol, silimarinas e taninos.
O mecanismo de ação consiste na absorção de toda a radiação UVB, porém, uma parte da UVC e UVA. Portanto, podem agir como fotoprotetores, reduzindo assim a inflamação, o estresse oxidativo e o dano ao DNA.

Betacaroteno
A neutralização do oxigênio singlet é o principal mecanismo de ação fotoprotetor do betacaroteno. Ao serem aplicados os carotenóides: astaxantina, cantaxantina e betacaroteno sobre fibroblastos, 24 horas antes da exposição à UVA, os resultados apontam o maior efeito da astaxantina, sendo que a cantaxantina não possui efeito antioxidante.
Os carotenóides luteína e zeaxantina VO mostram-se superiores ao tratamento tópico no que diz respeito à peroxidação lipídica e à atividade fotoprotetora.
A suplementação oral de carotenóides aumenta a dose eritematosa mínima UVA e UVB induzidos, no entanto, diminui a peroxidação lipídica, apesar da magnitude dessa proteção ser discreta.

Isotretinoína oral
Estuda-se o uso desse retinoide no tratamento clínico do fotoenvelhecimento. Alguns estudos apontam melhora da textura, coloração e rugas, com aumento real de fibras colágenas, entretanto, seu uso para essa finalidade não tem aprovação pelas autoridades de saúde.

Peelings
Os peelings são procedimentos consagrados no tratamento dos sinais de envelhecimento cutâneo, sendo utilizados há décadas na dermatologia. Consistem em uma aplicação de substâncias na pele que promove uma remoção controlada de suas camadas, com posterior regeneração.

Conforme profundidade, podem ser classificado em:

Superficiais: remoção da epiderme. Sua indicação mais comum é no tratamento de discromias.

Médios: remoção da derme papilar até reticular superficial. Atua em rugas finas.

Profundos: remoção da derme reticular. Mais indicado para rugas profundas e sulcos, melhorando também alguns sinais de flacidez.

Os benefícios, assim como o risco de efeitos colaterais, são proporcionais à profundidade alcançada no peeling. Outros fatores podem interferir no êxito desse tratamento, tais como:

Área a ser tratada: a face apresenta um potencial de regeneração maior.

Fotótipo: pacientes mais escuros podem reagir com discromias com maior frequência.

Técnica de aplicação: preparo inadequado, aplicação não homogênea e falha na neutralização, podem interfirir nos resultados.

de ácidos pré-peeling: a aplicação de retinoides ou de alfa-hidroxiácidos pode melhorar a penetração do peeling e reduzir reações hiperpigmentares, mas também pode promover um maior nível de irritação.

As substâncias geralmente utilizadas em peeling para rejuvenescimento são:

Ácido tricloroacético: leva a precipitação protéica, podendo ser usado em peelings superficiais e médios, em concentrações de 35% a 50%; promove um frosting (clareamento) característico com eritema periférico.

Ácido glicólico: promove epidermólise, sensível ao pH da formulação; normalmente usado para peelings superficiais.

Ácido retinoico: queratólise, apropriado para peelings superficiais e seriados, com efeitos progressivos.

Uma associação muito usada é o peeling de Jessner. Apresenta uma profundidade superficial, mas com efeitos positivos no fotoenvelhecimento: ácido salicílico 14%, ácido láctico 14%, resorcina 14% em etanol.

Atualmente, os peelings também são empregados em associação com outros procedimentos, como dermoabrasão, luz intensa pulsada ou mesmo laser.

Além desses já citados podemos utilizar outros recursos como Radiofrequencia, Carboxiterapia, Microagulhamento, Peelings Mecânicos e Físicos etc.

Estrias

Estrias

O que é?

As estrias ou marcas de estiramento são cicatrizes que se formam quando há destruição de fibras elásticas e colágenas na pele, normalmente causada por um estiramento da pele. As linhas são formadas por causa da diminuição da espessura da derme e da epiderme. Elas podem coçar e arder, mas em geral não apresentam sintomas com seu aparecimento

Tipos

Existem dois tipos de estrias: as estrias recentes e estrias antigas. Quando são recentes são de cor rósea ou púrpura, porém há casos de serem brancas também já as antigas ficam esbranquiçadas.

As estrias róseas ou arroxeadas são recentes, podem apresentar discreta coceira e são acompanhadas por um processo inflamatório local; já as brancas como são mais antigas, já ocorreu uma atrofia mais intensa das fibras colágenas e elásticas, e não há inflamação envolvida. Em pessoas de pele morena ou negra as estrias podem aparecer com uma coloração mais escura do que seu (o) tom de pele.

Causas

As estrias normalmente se formam quando há estiramento da pele, que no geral é causado por um aumento do volume corpóreo. Esse aumento pode ocorrer por causa de gravidez, aumento de peso, colocação de prótese mamária, uso de anabolizantes, ou por fatores hormonais como o uso de estrógeno e hormônios adrenocorticais. O uso prolongado de tratamentos com corticoides também podem desencadear estrias no corpo. Fatores genéticos também podem estar envolvidos.

Fatores de risco

Em mulheres é mais comum encontrar estrias nos flancos, coxas, glúteos, abdômen e nos seios. Acontece muito quando a mulher entra na puberdade, cresce muito rápido, ou ganha peso em um curto espaço de tempo. Na fase adulta, durante a gravidez podem aparecer estrias no abdômen e nos seios. Outra causa comum, hoje, é o aparecimento após a colocação de próteses de silicone, por causa da distensão dos tecidos de forma abrupta.

Já em homens é mais comum nos ombros, braços e costas. Os que se submetem a musculação excessiva ou abusam de anabolizantes são os mais propensos. Em homens o ganho de peso e o crescimento abrupto também são causas de estrias.

 

Tratamento de Estrias

A eficácia do tratamento irá depender da fase em que a estria está, o local em que a estria se encontra e sua espessura. É importante lembrar que não há cura total, mas há significativa melhora em sua aparência. A genética do paciente, a raça, a idade e a produção de colágeno individual são fatores que também influenciam no sucesso do tratamento.

Além disso, quanto mais cedo iniciar-se o tratamento, maiores as chances de que os resultados sejam positivos. Há vários tipos de tratamento, desde cremes tópicos, aplicação de ácidos, laser e peeling. Veja alguns dos procedimentos mais indicados:

  • Ácido retinóico: pode ser usado em casa mesmo, por meio de cremes e o paciente usa o ácido para estimular a produção de colágeno na região em que há a estria. É importante manter a pele sempre hidratada
  • Microdermoabrasão: Promove estímulo para reorganização dos tecidos da estria e facilita a penetração de outras substâncias, como o ácido retinóico. Deve ser feito com cuidado para evitar sangramentos no local
  • Infravermelho: a penetração da luz infravermelha produz aumento da temperatura na derme, chegando a 65°C, provoca desagregação do colágeno, contração do mesmo, e estímulo à produção do novo colágeno com remodelação da derme, e com isso modificação da aparência da estria
  • Laser ablativo e fracionado: é uma excelente opção de tratamento, tem um dano térmico controlado e requerem poucas sessões. Esse método é eficaz em estrias antigas. Uma desvantagem do tratamento é o desconforto na hora das aplicações
  • Laser não-ablativo: tem ponteiras precisas que não machucam a epiderme, portanto, podem ser realizados em qualquer tipo de pele e época do ano, mas demandam um maior numero de sessões
  • Subcisão: procedimento cirúrgico no qual através de uma agulha apropriada faz-se uma ruptura das traves de fibrose produzindo hematoma no local, podendo associar a esse tratamento a sutura da estria ou o preenchimento das áreas atróficas com ácido hialurônico.
  • Carboxiterapia : procedimento feito através da infusão de Co2 no trajeto da estria, oxigenando o local e dando estimulo a o neo colágeno e elastina.
  • Microagulhamento: tratamento que se da por meio de indução de colágeno com microagulhas que são passadas na pele, formando microlesões.
  • Etc.

Lipodistrofia Ginóide (“celulite”)

Lipodistrofia Ginóide (“celulite”)

O que é?

A lipodistrofia ginóide, popularmente conhecida como “celulite”, trata-se de uma desordem estética mais comum no sexo feminino, acometendo de 85 a 98% das mulheres pós-púberes. Esta desordem afeta a derme e hipoderme, com alterações vasculares e formação de fibroses, podendo gerar desconforto e dor quando em graus avançados. A formação deste quadro inicia pela hipertrofia dos adipócitos; as paredes capilares tornam-se excessivamente permeáveis; a drenagem linfática fisiológica torna-se insuficiente; o tecido adiposo em excesso impede a corrente sangüínea; e por fim, os fios de tecido conjuntivo formam as depressões características desta desordem e o efeito “casca de laranja” na superfície da pele.

Classificação da celulite

  • Grau 1: os furinhos só são percebidos quando a pele é comprimida. Pode aparecer até mesmo nas crianças, sendo mais comum nas adolescentes.
  • Grau 2: os furinhos já são percebidos sem comprimir a pele. Passando a mão sobre a pele, já se percebe uma ondulação, sendo possível sentir alguns nódulos.
  • Grau 3: os nódulos são bastante perceptíveis e têm consistência endurecida, demonstrando que já houve formação de fibrose. Pode haver dor local.

Fatores que contribuem para o seu desenvolvimento

Inúmeros fatores contribuem, de forma isolada ou interligada, para o desenvolvimento da “celulite”. Estes fatores podem ser classificados em primários (determinantes) e fatores secundários (agravantes). Dentre os fatores primários, responsáveis por desencadear tal desordem, encontram-se os aspectos genéticos, gênero, idade, fatores vasculares e hormonais. Dentre os fatores secundários, capazes de agravar o quadro da celulite, encontram-se o estresse, o sedentarismo, a alimentação inadequada, o sobrepeso, alguns medicamentos como o anticoncepcional, o tabagismo, o mau funcionamento intestinal, acompanhado de disbiose e/ou constipação, e a excessiva exposição aos radicais livres.

Dietoterapia para prevenção e tratamento da Lipodistrofia Ginóide

Sendo esta uma desordem multifatorial, a alimentação adequada pode atuar na melhoria de diversos fatores envolvidos em sua fisiopatologia. Neste sentido, destacam-se os principais aspectos dietéticos a serem considerados.

Prebióticos e probióticos

A inclusão de prebióticos e probióticos na dieta proporciona a melhora da função intestinal, intimamente relacionada à adequada absorção dos nutrientes ingeridos, eliminação de toxinas e, ainda, redução do apetite por doces, acompanhada da sensação de bem-estar, frente à sua importância na produção da serotonina do organismo.
Para garantir efeito contínuo, tanto os probióticos quanto os prebióticos podem ser ingeridos diariamente, ou com menor frequência, de forma sistemática. Pode-se observar alteração benéfica da microbiota intestinal com doses contendo a partir de 109 unidades formadoras de colônias (UFC) de microrganismos probióticos, e com doses entre 5 e 20g de prebióticos.

Fibras Dietéticas

Diversas pesquisas demonstram o efeito protetor da ingestão de fibras e vegetais contra o excesso de gordura corporal. Parecem atuar na redução do consumo energético de três maneiras: (1) ocupam o lugar de outros nutrientes e calorias da dieta, entretanto, não são digeridas e absorvidas e, por isso, isentas de calorias; (2) conferem maior saciedade, pelo aumento da necessidade de mastigação; (3) reduzem a eficiência de absorção de outros nutrientes no intestino delgado. As fibras que apresentam maior eficácia na redução do apetite, e consequentemente na ingestão energética, são as mais viscosas, tais como as pectinas (encontradas em frutas, hortaliças, batatas), betaglucanas (encontradas no farelo de aveia, cevada, grãos integrais) e goma-guar (em pó).
Além disso, as fibras dietéticas são largamente utilizadas na prevenção e tratamento da constipação intestinal e, ainda, na redução da resposta glicêmica pós-prandial, após refeições em alta carga glicêmica.
Assim, evita-se a hipertrofia dos adipócitos; ocorre a promoção da função intestinal, promovendo a eliminação de toxinas do organismo; e a estabilização dos níveis glicêmicos e controle de uma possível hiperinsulinemia.
Quantidade diária recomendada: 20 – 30 g / dia (6% de solúvel).

Carboidratos de baixo Índice Glicêmico

Os carboidratos de baixo índice glicêmico (IG) proporciona a estabilidade dos níveis glicêmicos e insulinêmicos, prevenindo a deposição de gordura corporal, fator este envolvido na fisiopatologia da “celulite”. Ademais, os carboidratos de alto Índice Glicêmico, como doces, açúcares e pães brancos, favorecem o edema, a compulsão por carboidratos e a inflamação presente em alguns casos.

Adequada ingestão de água

A adequada ingestão de água é fundamental na manutenção da saúde e da estética, pois aumenta a eficácia da microcirculação, facilitando as trocas celulares, a circulação de nutrientes pelo organismo e a eliminação de toxinas através da urina. Tais aspectos são essenciais na melhora da aparência da pele na região acometida pela lipodistrofia ginóide. Pode-se calcular a quantidade ideal de água através do cálculo: 1,0 a 1,2 mL de água/kcal. Destaca-se que o consumo deve ser aumentado nos períodos em que as temperaturas são mais altas (verão), na prática de exercícios físicos, e na presença de febre ou resfriados.

Restrição de Sódio e aumento do consumo de alimentos ricos em Potássio

Os minerais sódio e potássio regulam a bomba sódio/potássio das células, atuando como reguladores de água no organismo. O potássio apresenta ação diurética, eliminando o excesso de líquidos do espaço intersticial. O sódio, em contrapartida, promove a retenção hídrica e formação de edema.
Deste modo, mostra-se pertinente a restrição de alimentos ricos em sódio e promoção de alimentos fontes de potássio, a saber:

Fontes alimentares de sódio: enlatados, embutidos (salsicha, lingüiça, salsichão, salame italiano, mortadelas, etc.), caldos de carne e temperos prontos, molhos de tomate industrializados, maionese, mostarda, catchup, refeições congeladas, salgadinhos tipo “chips”, bacon, bolachas salgadas e carnes salgadas.

Fontes alimentares de potássio: batata doce e inglesa, molho de tomate, feijões, ervilhas, cogumelos, peixes, abacate, damasco seco, tâmaras, banana, amora, ameixa seca, melancia, água de coco, espinafre e abóbora, dentre outros.

Alimentos e/ou suplementos fontes de Silício

O silício apresenta-se como importante elemento estrutural do tecido conjuntivo, sendo responsável pela normalização do metabolismo e da divisão celular. Este mineral facilita a estabilização de glicosaminoglicanos e colágeno e melhora a permeabilidade capilar venosa e linfática. No tratamento da “celulite” seu papel é regular a atividade fibroblástica e melhorar a perfusão/oxigenação local, favorecendo a regeneração das fibras elásticas e colágenas, restabelecendo a elasticidade da pele e auxiliando na regressão dos fenômenos fibromatosos.
A ingestão diária recomendada deste mineral é de 50 a 150mg ao dia, através da ingestão de seus alimentos fontes ou, ainda, suplementos alimentares específicos.

Quantidade de Silício em 100g dos principais alimentos fontes: aveia (425mg), cevada (188mg), salsa (12mg), nabo (12mg), avelã (10mg), feijão (10mg), centeio (9mg), trigo (8mg), banana (8mg) e alho (6mg).

Outros Alimentos Importantes

É indicada ainda a inclusão de alimentos com propriedades antioxidantes e termogênicas à dieta. Os antioxidantes por combaterem os radicais livres e auxiliarem na adequada circulação e eliminação de toxinas do organismo, e os termogênicos por serem coadjuvantes na redução de gordura corporal. Dentre os alimentos antioxidantes, destacam-se o açafrão (ou cúrcuma), azeite de oliva extra virgem, chás de cavalinha, dente de leão e chá verde, frutas ricas cítricas (limão, laranja, goiaba, etc.), frutas vermelhas (amora, mirtilo, cereja, açaí etc.), linhaça, peixes de águas frias (salmão, atum, sardinha, arenque) e uvas roxas com sementes. Propriedades termogênicas são encontradas na pimenta vermelha, o café, chá verde, chá de hibiscus, gengibre, salmão e canela.

Gordura localizada

Gordura localizada

A Lipodistrofia ou gordura localizada se forma em alguns pontos específicos do corpo. A alteração ocorre quando os devidos cuidados com o peso corporal não são tomados, e a sua formação pode ser decorrente de dietas não fracionadas, carentes de regularidade para equilibrar a energia, fazendo com que o organismo acumule gordura em certos pontos do corpo.

A gordura localizada é o acúmulo de tecido adiposo (gorduroso) em algumas regiões do corpo.

O excesso de gordura corporal e a ação hormonal podem levar ao depósito de tecido gorduroso em determinadas partes do corpo.

Alguns fatores externos são favoráveis na formação de gordura localizada como: má postura, excesso de peso, falta de exercícios e metabolismo lento.

O excesso de gordura pode se manifestar de 3 formas:

  • Excesso de peso: O peso está acima do normal. Se reflete de modo diferente dependendo da quantidade de músculo;
  • Excesso de Gordura: O cliente tem uma proporção de gordura maior, quando comparado com os tecidos magros (músculo, órgãos e ossos), o que pode ocorrer com ou sem excesso de peso, isto é, mesmo pessoas magras podem ter excesso de gordura na sua composição.
  • Gordura Regionalizada: Se caracteriza pela distribuição homogênea em certas regiões do corpo humano. Nas mulheres, o acumulo da gordura ocorre principalmente no quadril e nas coxas. Nos homens, na região do abdômen, formando os pneuzinhos.

Alimentos com gorduras são os principais responsáveis, pois a gordura que não for utilizada pelo corpo em forma de energia fica guardada em algumas regiões do corpo, como energia de reserva, dando origem à gordura localizada. O excesso de açúcar e carboidrato, também se transforma em energia de reserva, e faz aumentar nossa quantidade de gordura.
Em muitos casos, esta gordura dificilmente é mobilizada, mesmo se perder peso.

 

A distribuição da gordura localizada ocorre de maneira diferenciada no homem e na mulher, por questões hormonais ligadas ao sexo. A mulher passa por fases de alterações hormonais em sua vida, que incrementam a duplicação de células gordurosas.

A primeira destas fases é a puberdade, que induz a duplicação das células gordurosas que se depositam sobre abdômen, flancos, quadril, coxas, joelhos e mamas, conforme a carga genética, desenvolvendo as características sexuais secundárias da mulher (GORDURA LOCALIZADA, 2008).

A segunda fase acontece na gravidez, quando a interferência hormonal proporciona a duplicação de células gordurosas. Diversas mulheres, após a gravidez, alcançam seu peso anterior à gestação, porém ficam com depósitos de gordura localizada em regiões específicas como o abdômen.

Mesmo magra e com índice de massa corporal normal, a mulher fica com a silhueta inestética. Em condições em que a mulher engorda em demasia durante a gestação e acumula um grande sobrepeso, o estímulo é maior sobre as células adiposas e o aspecto inestético é mais agravado.

Com o avanço da idade, se a mulher aumenta seu peso corporal, o volume dos adipócitos aumenta e mais gordura é acumulada em depósitos localizados.

Os homens apresentam menor incidência ao acúmulo de gordura localizada, porém, quando isto ocorre, geralmente é na região abdominal e apresenta grande correlação com as doenças cardiovasculares (FRANCISCHELLI NETO, 2008).

Enquanto nas mulheres os hormônios femininos direcionam a gordura para locais gerando os culotes, o quadril largo, abdômen saltado abaixo do umbigo e a celulite, no homem a gordura deposita principalmente no abdômen, gerando os “pneuzinhos” e a ‘barriga”.

A flacidez muscular também é um fator a ser ressaltado pois gera no metabolismo um gasto de energia menor auxiliando o acumulo de energia que no caso chamamos de gordura.

O estresse, medicamentos, alimentos industrializados, toxinas, poluição e a vida sedentária são os responsáveis pelo desequilíbrio do nosso metabolismo que por sua vez é responsável pelo acumulo de gordura no corpo.

Podemos sim mudar esse quadro, porém é muito importante saber que anos de acumulo de toxinas, retenção de liquido e gordura localizada não irá desaparecer como mágica, tão pouco em uma semana, então temos que ter a consciência de que o estilo de vida contribui muito para isso acontecer. Por isso siga uma dieta saudável, inclua nela alimentos que aceleram o metabolismo e antioxidante, beba bastante agua, menos bebida alcoolica e refrigerantes, menos carboidratos e açucares, inclua fruta e verduras, pratique exercícios físicos pelo menos 4x por semana. E por ultimo e não menos importante faça estética…